quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Forró - Sua História



Da mesma maneira que acontece quando se fala sobre o conceito cultura, ainda não há um consenso acerca do termo “forró”.

Atribui-se a estes diferentes significados, de tal forma que é difícil encontrar um único significado. É assim que "forró" pode designar uma festa, um gênero musical, um local, uma dança, etc.Faz-se necessário aprofundarmos nosso conhecimento sobre o Forró por este ser parte da cultura brasileira.
Não somente conhecermos as características estruturais dos passos das danças, mas sim todo o movimento cultural do qual o Forró é constituído.

Etimologia da Palavra
Há três versões muito difundidas e que disputam entre si para ser origem histórica da palavra "forró". A primeira, talvez a mais conhecida, é a que diz que o termo surgiu no final do século XIX, nas construções das estradas de ferro no Nordeste pelos ingleses. Estes realizavam festas freqüentemente, mas nem sempre abertas à população. Quando a festa era aberta à todos, escrevia-se na entrada "For All" (isto é, "para todos"). Então, o termo Forró teria surgido como variação da pronúncia da expressão inglesa citada. A segunda versão é muito parecida, porém, quem realizariam as festas seriam os soldados norte americanos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O termo forrobodó - expressão africana que segundo o historiador Câmara Cascudo significa "algazarra", "festa para a ralé", "arrasta-pé" - é mais antigo
que as duas outras versões. Além do mais, segundo Aurélio Buarque de Holanda, "forró" é a contração de "forrobodó".


O Fenômeno Forró
O termo "forró" a princípio designa a festa onde se dança, se toca, enfim, onde há diversão. Mas não qualquer festa, qualquer música. Deve ser uma seqüência de ritmos nordestinos, tais como xaxado, côco, baião, xote, entre outros. Porém, nota-se uma crescente aceitação do termo designando um gênero musical, e, por conseqüência, uma dança, já que todo gênero musical pode ter uma dança; e também designando uma dança, já que ouvimos muito "Vamos dançar esse forró?", quando se refere a qualquer um dos gêneros acima, não fazendo diferença se é um xote ou um baião, por exemplo.

Existe três categorias de Forró, enquanto festa, mas existem conflitos a respeito do surgimento do forró universitário. Alguns pesquisadores dizem que o forró universitário surgiu no ano de 1975, mas naquela época o forró chegou no meio universitário sem sofrer nenhuma alteração se dançava forró de maneira tradicional. Existiu um movimento de forró na região sudeste nesta época mas ele não sofreu nenhuma mudança em seu estilo. Vindo sim a ser alterado para o seguimento do forró universitário que conhecemos hoje somente na década de 1990.

Forró Pé-de-serra
É caracterizado por ter como fonte de inspiração artística o universo rural do sertanejo, e tem origem em meados da década 1940, no Nordeste. É tocado por trios de zabumba, sanfona e triângulo dando característica tímbrica singular à música e, na dança é comum vermos o passo básico e variações simples, tais como giros simples da dama, não sendo muito freqüentes. Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos são exemplos de músicos que tocam forró pé de serra.

Forró Universitário
Surgido quando os jovens sulistas começam a tocar e a dançar o forró pé de serra de maneira diferente da original, com fortes influências do Rock`n Roll, do Samba, do Funk e do Reggae, nas décadas de 1990/2000. Estas influências introduziram
características peculiares no passo básico (marcação atrás) e em variações, tais como giros mais complexos, e aqui, além de não serem somente da dama, são freqüentes. A cidade de Itaúnas, no Espírito Santo, é a Meca do forró no sul do país. O forró universitário é constituído principalmente por três das inúmeras danças constituintes do forró pé de serra: baião, xote e, menos freqüente, xaxado. Na música, há a introdução de instrumentos no trio acima mencionado, como violão, contra-baixo e percussão (os mais comuns) além de bateria, entre outros. Entre as bandas que tocam o forró universitário podemos citar: Fala Mansa, Rastapé e Forróçana.

Forró Eletrônico
Também originado na década 1990, mostra uma linguagem estilizada e um visual chamativo, com grande destaque para os instrumentos eletrônicos (guitarra, contra-baixo e principalmente o órgão eletrônico, o qual substituiria a sanfona). A dança também é mais estilizada, não sendo mais “miudinha” (passos pequenos) como no forró pé de serra e no forró universitário. Aqui estão incluídos Frank Aguiar, Genival Lacerda e as bandas Mastruz com Leite e Calypso.

                         

Mais sobre o Forró.
O forró possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés dos índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses, porque são ritmos de origem européia a Chula, denominada pelos nordestinos de simplesmente "Forró", xote("Xotis"), o termo correto, e variedades de Polkas européias que são chamadas pelos nordestinos de arrasta-pé e ou quadrilhas. Além do jeito europeu de dançar, essas danças adquiriram também o balançar dos quadris dos africanos. A dança do forró tem influência direta das danças de salão européias, como evidencia nossa história de colonização e invasões européias.



Sobre o Autor:
Roger Dance Roger Dance é dançarino, coreógrafo e blogueiro. Estudioso dessa arte pretende dividir seu conhecimento com todos os amantes da Dança. Autor dos Blogs: Mundo da Dança "Tudo Sobre Todas as Danças" - e do Movimento Paulínia. Saiba mais sobre o Autor

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