Vote Mundo da Dança na 5º Edição Prêmio Top Blog 2013

VOTEM no blog "Mundo da Dança" !!! Que esta concorrendo pelo quarto ano consecutivo ao Prêmio Top Blog 2013 na Categoria "Arte e Cultura"

E-book Curso Dança Gospel - Tudo sobre esse estilo !!!

Mundo da Dança esta lançando o seu primeiro E-book - Curso Dança Gospel. Realize a "EVANGELIZAÇÃO" e "ADORAÇÃO" à Deus através da dança...

Série - Volta ao Brasil em 27 Danças

Série sobre Danças Folclóricas de todo o Brasil. Fazendo uma viagem pelos 27 Estados da Federação. Lindo trabalho de pesquisas sobre a Dança...

Série: Danças Africanas

Esta nova série de postagens irá mostrar as Danças Africanas de 5 países de expressão portuguesa, ou seja que usam a língua portuguesa para se expressarem. Espero poder contribuir ricamente para o conhecimento e estudos sobre esse assunto. E valorizar ainda mais o povo africano pela sua enorme contribuição na cultura mundial.

Festivais, Workshops e Espetáculos - Mundo da Dança

Agora o blog Mundo da Dança conta com uma novidade. Dentro do Blog temos as páginas estáticas que mostram apenas assuntos em separado. Assim desse modo fica muito simples e fácil ficar por dentro de algumas notícias tais como: Os principais Festivais, Espetáculos e Workshops que noticiamos aqui no blog.

domingo, 31 de agosto de 2014

Sergipe - Volta ao Brasil em 27 Danças


Continuando em nossa viagem pelo Brasil no intuito de mostrar as maravilhas dançantes de nosso grande pais. Hoje aterrissamos no Estado do Sergipe. Com suas nuances e cultura típica nordestina. E como sempre mostrarei um pouco do estado em si e também de uma dança típica folclórica da região. Então dessa forma quem quiser também aperfeiçoar seus estudos poderá consultar toda a série dos 27 estados da federação e suas danças através da postagem índice: Volta ao Brasil em 27 Danças - A série.

Sigam o Mundo da Dança no Twitter: @mundo_danca


Estado do Sergipe

Fonte: Wikipédia - A enciclopédia livre
Sergipe é uma das 27 unidades federativas da República Federativa do Brasil. Está situado na Região Nordeste e tem por limites o oceano Atlântico a leste e os estados da Bahia, a oeste e a sul, e de Alagoas, a norte, do qual está separado pelo Rio São Francisco. É o menor dos estados brasileiros, ocupando uma área total de 21 915,116 km², pouco maior que Israel. Em 2010, sua população foi recenseada em 2.068.017 habitantes.

A capital e maior cidade é Aracaju, sede da Região Metropolitana de Aracaju, que inclui ainda os municípios de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, a quarta cidade mais antiga do Brasil e a primeira capital de Sergipe. Outras cidades importantes são Itabaiana, Lagarto e Estância, todas com mais de 50 mil habitantes. Ao todo, o estado possui 75 municípios divididos nas mesorregiões do Leste, Agreste e Sertão sergipanos.A atividade agrícola é um fator da economia sergipana. Em destaque nesse ramo, encontra-se o cultivo da cana-de-açúcar. A laranja e o coco também são produzidos pelo estado. O extrativismo mineral é outra atividade do setor primário. Petróleo, gás natural, calcário e potássio são os principais.

Sergipe emancipou-se politicamente da Bahia em 8 de julho de 1820. A então capitania de Sergipe del-Rei viria a ser elevada à categoria de província quatro anos depois, e, finalmente, a estado após a proclamação da República em 1889.

Reisado

O reisado é uma dança popular profano-religiosa, de origem portuguesa, com que se festeja a véspera e o Dia de Reis. No período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, um grupo formado por músicos, cantores e dançarinos vão de porta em porta anunciando a chegada do Messias e fazendo louvações aos donos das casas por onde passam e dançam. Reisado também é muito conhecido como Folia de Reis.

O Reisado é de origem portuguesa e instalou-se em Sergipe no período colonial. Atualmente, é dançado em qualquer época do ano, os temas de seu enredo, variam de acordo com o local e a época em que são encenados, podem ser: amor, guerra, religião entre outros.

O Reisado se compõe de várias partes e tem diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques. Os instrumentos que acompanham o grupo são violão, sanfona, ganzá, zabumba, triângulo e pandeiro.



Folia de Reis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Reisado)

Terno das Flores, grupo de Reisado de Caetité, na Bahia, no Brasil, em dezembro de 2005
A folia de reis é uma festa católica que celebra os Três Reis Magos. Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro, que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, no Brasil, os grupos realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, o padroeiro do estado

Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos "Santos Reis" e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos, 6 de janeiro. Trata-se de uma tradição originária de Espanha que ganhou força especialmente no século XIX e que mantém-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, dentre outros.

Em Salvador, terra onde a religiosidade transborda seja através do candomblé ou do catolicismo, não poderia faltar, no calendário, a Festa de Reis, que acontece no bairro da Lapinha. Iniciada por um tríduo preparatório, a festa tem o seu ápice no dia 5 de janeiro, quando ocorre o desfile dos Ternos de Reis que vêm de diversos locais da cidade. Devidamente armados com fantasias e instrumentos, fazendo representações dos Reis Magos e outras personagens através de música, dança e versos, os ternos encantam a população que enche o Largo da Lapinha e seus arredores. Um dos ternos mais tradicionais é o Rosa Menina que vem do bairro de Pernambués. Fundado em 1945, o terno Rosa Menina é, hoje, o mais antigo da cidade, tendo, à frente, Seu Silvano, um dos seus fundadores. A missa principal, celebrada em geral pelo arcebispo da cidade, acontece na Igreja da Lapinha, onde é possível se admirar um maravilhoso presépio em tamanho natural. Complementando a festa, não poderiam faltar as barracas de comidas, bebidas e jogos, que dão o tom profano.


São Paulo - Volta ao Brasil em 27 Danças


Olá a todos os seguidores do Blog Mundo da Dança. É com grande alegria e satisfação que estou escrevendo o 25º Capítulo dessa grande viagem por nosso Brasil querido e de tantos lugares diferentes com sua enorme miscigenação de culturas e costumes. Hoje falaremos um pouco do Estado de São Paulo e de algumas danças típicas folclóricas de sua região. Tais como: Catira, Cururu e Fandango.

Quem quiser completar sua leitura ou pesquisa pode visitar a postagem índice dessa série: Volta ao Brasil em 27 Danças - A Série e se encher de conhecimento sobre essa vastidão cultural brasileira. No mais boa leitura e aprendizado sobre o folclore São Paulino.


Sigam o Mundo da Dança no Twitter: @mundo_danca


Estado de São Paulo

Fonte: Wikipédia - A enciclopédia livre
São Paulo é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Sudeste e tem por limites os estados de Minas Gerais a norte e nordeste, Paraná a sul, Rio de Janeiro a leste e Mato Grosso do Sul a oeste, além do Oceano Atlântico a sudeste. É dividido em 645 municípios e sua área total é de 248 222,801 km², o que equivale a 2,9% da superfície do Brasil. Sua capital é o município de São Paulo.

Com mais de 44 milhões de habitantes — o que equivale a cerca de 22% da população brasileira — é o estado mais populoso do Brasil e a terceira unidade política mais populosa da América do Sul, sendo superado somente pelos demais estados do país em conjunto e pela Colômbia. A população paulista é uma das mais diversificadas do país e descende principalmente de italianos, que começaram a emigrar para o país no fim do século XIX, de portugueses, que colonizaram o Brasil e instalaram os primeiros assentamentos europeus na região, de povos ameríndios nativos, de povos africanos e de migrantes de outras regiões do país. Outras grandes correntes imigratórias, como de árabes, alemães, espanhóis, japoneses e chineses, também tiveram presença significativa na composição étnica da população local.

A área que hoje corresponde ao território paulista já era habitada por povos indígenas desde aproximadamente 12000 a.C. No início do século XVI, o litoral da região começou a ser visitado por navegadores portugueses e espanhóis. No entanto, apenas em 1532 o português Martim Afonso de Sousa iria fundar a primeira povoação de origem europeia — a vila de São Vicente, na atual Baixada Santista. No século XVII, os bandeirantes paulistas intensificaram a exploração do interior da colônia, o que acabou por expandir os domínios territoriais dos portugueses na América do Sul. No século XVIII, após a instituição da Capitania de São Paulo, a região começa a ganhar peso político. Após a independência, durante o Império, São Paulo começa a se tornar um grande produtor agrícola (principalmente de café), o que acaba por criar uma rica oligarquia rural regional, que iria se alternar no comando do governo brasileiro com as elites mineiras durante o início do período republicano. Sob o regime de Vargas, o estado é um dos primeiros a iniciar um processo de industrialização e sua população se torna uma das mais urbanas da federação.

Atualmente, São Paulo possui o maior parque industrial e o maior PIB entre todos os estados brasileiros. A economia paulista responde por cerca de 33% do total de riquezas produzidas no país, o que tornou o estado conhecido como a "locomotiva do Brasil". Se fosse um país independente, seu PIB nominal poderia ser classificado entre os 20 maiores do mundo (estimativa de 2010). Além da grande economia, São Paulo possui índices sociais relativamente bons em comparação ao registrados no restante do país, como o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o segundo maior PIB per capita, a segunda menor taxa de mortalidade infantil e a quarta menor taxa de analfabetismo entre as unidades federativas brasileiras.

Danças Folclóricas de São Paulo

Catira

Fonte: Wikipédia - A enciclopédia livre
Catira ou cateretê é a dança de palmeado e sapateando,tradicionalmente realizada por homens postados frente a frente.Ocorre em diversas localidades paulista,em festas familiares ou tradicionais como Divino, São Benedito e Santa Cruz. É praticado ao som de duas violas e ou viola e violão, com movimentos entremeados pela moda de viola (forma de cantoria recitativa). A coreografia inclui sapateados e palmeados, além de outras evoluções, como a ‘’meia-lua’’.


Cururu

O cururu é uma espécie de cantoria de desafio com acompanhamento de viola e/ou violão. Na origem, além da cantoria, executava-se uma dança de roda, em sentido anti-horário. O cururu é comum em noitadas de Piracicaba, Capivari, Tietê, Sorocaba, Tatuí e outras localidades, nas festas tradicionais e em apresentações nos bares.Tempos atrás, havia o cururu religioso, quando os cantadores versavam sobre conteúdos bíblicos. Além da forma de cantoria de desafio, o cururu identifica um gênero (padrão rítmico) da música caipira, distinto da moda de viola, do catira e da toada apa.

Fandango

Refere-se a alguns tipos de danças de grupos, cujo ponto de semelhança é o bater dos pés, geralmente executado por homens. Geralmente, é executado em duas alas, que ficam frente a frente, acompanhadas de violas, sanfonas e pandeiros. No litoral sul de São Paulo, também costuma denominar bailes comuns, arrasta-pés. No litoral norte é chamado de chiba.

A seguir, apresentamos as características dos dois tipos mais conhecidos de fandango - o Fandango de Tamancos e o Fandango de Chilenas:


  1. Fandango de Tamancos - É executado entremeando os fortes sapateados e palmeados com os queromanas, as modas que relatam aspectos da vida rural, com possibilidades para improvisos. O acompanhamento se dá com pé de bode (sanfona de oito baixos) e/ou violas. A maior característica é o uso de tamancos de madeira de laranjeira, cujos calcanhares possuem pequenas fendas que reverberam o som do sapateado. Sua origem vem da Península Ibérica e servia de diversão nas pousadas dos tropeiros no interior paulista. Podemos ver exemplos dessa modalidade, dentro do Estado de São Paulo, em Olímpia, em Ribeirão Grande em Capão Bonito.
  2. Fandango de Chilenas - As chilenas são esporas não dentadas, atadas à botas dos tropeiros paulistas, tendo apenas a função de enfeitar o calçado e servir como instrumento de percussão, tal como um guizo, durante o sapateado. Também tem origem espanhola e era muito praticado pelos tropeiros. O sapateado é acompanhado por violas, assim como outras modalidades de fandango. A dança lembra gestos e nomes que fazem referência ao cotidiano dos tropeiros.

Existem vários grupos de fandango formados ao longo da rota do tropeirismo. Ocorre em Capela do Alto, Sorocaba e Tatuí. O festival de Folclore em Olímpia também é palco de diversas apresentações de grupos.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Galpão Gamboa lança segunda edição do projeto Dança Gamboa


Com curadoria de Márcia Rubin e César Augusto, projeto leva importantes companhias de dança para a Zona Portuária

Depois do sucesso da primeira edição em 2013, o Galpão Gamboa retoma o projeto Dança Gamboa, que acontecerá de 30 de agosto a 09 de novembro. Antes voltado exclusivamente à dança contemporânea, a iniciativa conta agora com outros gêneros, como dança flamenca e de salão. Na programação, espetáculos voltados para o público infantil e adulto e parceria com o Tempo Festival.

Sigam o Mundo da Dança no Twitter: @mundo_danca


A curadoria do projeto é da bailarina e coreógrafa Marcia Rubin e do diretor e produtor Cesar Augusto. A direção de produção está a cargo de Fernando Libonati, diretor do Galpão Gamboa e sócio da produtora Pequena Central, ao lado do ator Marco Nanini. Os ingressos terão preços populares, com meia-entrada para estudantes e idosos, além de descontos especiais para moradores da Zona Portuária.

De acordo com Marcia Rubin, a ideia do Dança Gamboa é apresentar um panorama da dança atual, do que está sendo pensado e criado neste momento. "Na primeira edição, o foco esteve nas companhias e nos jovens criadores. E, agora, nesta segunda edição, o conceito é a diversidade. Apresentaremos trabalhos solos: Denise Stutz, André Masseno e Dudude, do Rio e de BH; companhias mais estabelecidas como a Lia Rodrigues; com mistura de linguagens como a Toca Madera; Pequod, animação-bonecos e dança; e a CCC. E para as crianças (e adultos!), repetindo o sucesso da primeira edição, Irmãos Brothers, que mistura circo e dança, e o Xirê. Também apresentaremos um espetáculo internacional." O objetivo, segundo a curadora, é atingir um público cada vez maior, mais misturado. "Queremos atrair jovens, crianças e adultos de vários pontos da cidade", completa.

Abertura com Lia Rodrigues (30 e 31/08 e 01/09)

O projeto terá início no dia 30/08, com "Pindorama", criação da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Com 11 artistas em cena, os bailarinos envolvem os espectadores criando imagens de tempestades, ventanias e corpos náufragos. Em uma mistura de dança, teatro e performance, os intérpretes abordam as possíveis relações do estar junto. O espetáculo estreou em novembro de 2013, no Festival d’Automme de Paris, o mais prestigiado festival da França. As apresentações no Dança Gamboa também acontecerão nos dias 31 e 01/09.

Ficha técnica
Criação e direção: Lia Rodrigues
Assistente da direção: Amália Lima
Colaboradores: Amália Lima, Leonardo Nunes, Gabriele Nascimento, Francisco Thiago Cavalcanti, Clara Castro, Clara Cavalcante, Dora Selva, Felipe Vian, Glaciel Farias, Luana Bezerra, Thiago de Souza, com a participação na criação de Gabriela Cordovez
Dramaturgia: Silvia Soter
Colaboração artística: Guillaume Bernardi
Criação de Luz: Nicolas Boudier
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos

Programação vai até novembro

Nos dias 6 e 7 de setembro, o Dança Gamboa terá programação dupla: o infantil "Ritmo é tudo", dos Irmãos Brothers Band, às 16h, e "O confete da Índia", espetáculo solo do coreógrafo e performer André Masseno, sábado, às 21h, e domingo, às 20h.

A dança flamenca vai invadir a programação nos dias 13 e 14/09, com "Transitório", do grupo Toca Madera, com direção de Clara Kutner. No espetáculo, duas bailarinas e seis músicos constroem uma relação entre música e movimento, atravessada por inspirações de universos distintos, como o flamenco, o tango e canções que vão de Edith Piaf a Sidney Magal.

No fim de semana seguinte, dias 20 e 21/09, haverá dança contemporânea para crianças, com a Cia de Dança Teatro Xirê, apresentando o espetáculo "Entrelace". Em cena os movimentos se desenvolvem numa dinâmica que envolve e enlaça o público, sempre partindo de jogos populares tradicionais e parlendas infantis.

Nos dias 27 e 28/09, dois solos na sequência: a artista de Belo Horizonte Dudude, sob direção de Cristiane Paoli Quito, subirá ao palco, às 19h, para apresentar o espetáculo "A projetista". Já às 21h, quem se apresentará será Denise Stutz, no espetáculo "Finita".

A Cia de teatro de bonecos e animação PeQuod vai chegar à Gamboa nos dias 4 e 5 de outubro. Com 15 anos de estrada, essa será a primeira vez que a Cia apresenta um espetáculo de dança: "Peh quo deux". A performance reúne cinco importantes artistas da dança contemporânea em torno de uma mesma ideia. Partindo dos temas propostos pelo escritor italiano Italo Calvino, no livro "Seis propostas para o próximo milênio", o diretor Miguel Vellinho convidou os coreógrafos Bruno Cezario, Cristina Moura, Marcia Rubin, Paula Nestorov e Regina Miranda para criar coreografias para bonecos e objetos animados.

No fim de semana do Dia das Crianças, apresentações dedicadas a elas. O espetáculo "Lua gigante", escrito e dirigido por João Ferreira, logo após a temporada de estreia, chega aos palcos do Dança Gamboa com apresentações nos dias 11 e 12/10. A narrativa reúne dança, teatro, música e circo.

As apresentações do Tempo Festival (programação a definir) acontecerão nos dias 18 e 19 de outubro. E nos dias 25 e 26/10 será a vez de a dança de salão invadir a programação do projeto. A Cia CCC apresentará o espetáculo "Quem somos nós", o terceiro do repertório. Criado pelo diretor, coreógrafo e bailarino Isnard Manso, o espetáculo esteve em cartaz em plena Praça Tiradentes no ano passado.

O encerramento acontecerá nos dias 8 e 9 de novembro, com o espetáculo "My pogo", do coreógrafo francês Fabrice Ramalingom, em sua primeira apresentação na cidade. O espetáculo é inspirado no Pogo - a maneira como os punks dançavam diante dos palcos dos shows, no final dos anos 70 e início dos anos 80.


Programação - Dança Gamboa 2

30 e 31/08 e 01/09
- "Pindorama", da Lia Rodrigues Companhia de Dança (sábado, às 21h, domingo e segunda, às 20h)

06 e 07/09
- "Ritmo é tudo", dos Irmãos Brothers Band (sábado e domingo, às 16h)
- "O confete da Índia", de André Masseno (sábado, às 21h; domingo, às 20h)

13 e 14/09
- "Transitório", do grupo Toca Madera (sábado, às 21h, domingo e segunda, às 20h)

20 e 21/09
- "Entrelace", da Cia de Dança Teatro Xirê (sábado e domingo, às 11h)

27 e 28/09
- "Finita", de Denise Stutz (sábado e domingo, às 19h30)
- A projetista", de Dudude (sábado e domingo, às 21h)

03 e 04/10
- "Peh quo deux", da Cia PeQuod (sábado e domingo, às 21h)

11 e 12/10
- "Lua gigante", de João Ferreira (sábado e domingo, às 16h)

25 e 26/10
- "Quem somos nós", da Cia CCC (sábado, às 21h; domingo, às 20h)

08 e 09/11
- "My pogo", de Fabrice Ramalingom (sábado, às 21h; domingo, às 20h)


SERVIÇO
Local: Galpão Gamboa - Teatro
Capacidade: 80 lugares
Endereço: Rua da Gamboa, 279 - Centro - RJ
Telefone: (21) 2516-5929
Ingressos:
R$ 20 (inteira)/R$ 10 (meia)/R$ 5 (para moradores dos bairros da Zona Portuária, apresentando comprovante de residência) - ADULTO
R$ 10 (inteira)/R$ 5 (meia)/R$ 2 (para moradores dos bairros da Zona Portuária, apresentando comprovante de residência) - INFANTIL
Vendas de ingressos:
- No Galpão: Terça a quinta: das 14h às 19h (Nos dias de espetáculo a bilheteria funciona das 14h até a abertura da sala ou até esgotarem os ingressos)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Cia da Ideia realiza espetáculo de dança na Arena Carioca Dicró


"Pequenas Peças" é inspirado em textos de Clarice Lispector e tem única apresentação no dia 23/08

Com a intenção de divulgar a obra de Clarice Lispector a grupos que não têm acesso à cultura literária, a Cia da Ideia criou o espetáculo de dança contemporânea "Pequenas Peças". A montagem tem única apresentação, no dia 23/08, na Arena Carioca Dicró. A entrada é gratuita.

"Pequenas Peças" é um espetáculo de dança contemporânea inspirado em textos de Clarice Lispector unidos a outros textos desenvolvidos pela coreógrafa Sueli Guerra e pelos intérpretes criadores da Cia da Ideia. O espetáculo traz ao palco, cenas poéticas e dançadas, mescladas a outras mais teatrais. O roteiro é estruturado a partir de pequenas cenas que mostram diversas facetas femininas, contando com trilha sonora original de Rodrigo Russano e Marcos Souza.


Sigam o Mundo da Dança no Twitter: @mundo_danca


Para desenvolver o roteiro do espetáculo, a Cia da Ideia aliou a pesquisa dramatúrgica dos bailarinos e direção, a pesquisa de sua coreógrafa Sueli Guerra. Desse modo, as cenas aparentemente autônomas ganharam um caráter coeso e integrado. O caráter leve e bem humorado do espetáculo conduz à formação de público de dança contemporânea, tão escasso no Brasil. A estrutura da Cia. da Ideia, que se caracteriza como um grupo de criação, aponta para um novo rumo no fazer artístico da área da dança, onde o bailarino/ator não é mero instrumento ou intérprete e, sim, um ser pensante que interage com o mundo e contribui com sua experiência vivencial no processo de criação.

A Cia da Ideia, companhia de dança contemporânea fundada pela coreógrafa e bailarina Sueli Guerra, conta com profissionais capacitados, todos com experiência no mercado cultural nacional tanto na criação quanto na execução de projetos culturais que buscam a inclusão social através da Dança, bem como o acesso à cultura para todas as classes sociais.

Sinopse:
O espetáculo é formado de pequenas situações, ações do cotidiano e da rotina feminina, onde os textos de Clarice Lispector são mostrados buscando a reflexão sobre a grandiosidade da vida. Toda a historia percorre uma estrutura similar aos textos de Clarice Lispector, fragmentando o pensamento feminino em diversas facetas, com isto "Pequenas Peças" revela, de maneira leve e bem humorada, a poesia contida nos momentos mais triviais do cotidiano da mulher, tendo ainda o olhar masculino sobre este universo.

Ficha técnica:
Direção: Sueli Guerra e Alessandro Brandão
Direção Teatral: Lourival Prudêncio
Dramaturgia: Alessandro Brandão e Sueli Guerra
Textos: Cia da Ideia, Renata Mizrahi e Carolina Maria
Coreografia: Sueli Guerra
Intérpretes criadores: Edney D´Conti, Carlos Magno, Glaucia Leite, Olivia Vivone, Silvana Didonet e Sueli Guerra
Figurino: Marden Junior
Trilha original: Marcos Souza e Rodrigo Russano
Iluminação: Francisco Rocha
Cenário: Alessandro Brandão, Robert Litig e Sueli Guerra
Arte gráfica: Cacau Gondomar
Fotografia e Vídeo: Thomas Breit
Preparação Vocal: Pedro Lima
Produção: Cacau Gondomar e Aline Carrocino
Realização: Cia da Ideia

Serviço:
Data: 23 de Agosto (sábado)
Horário: 20h
Local: Arena Carioca Dicró - Carlos Roberto de Oliveira
Endereço: Parque Ari Barroso, Penha (entrada pela Rua Flora Lobo)
Telefone: (21) 3486-7643
Entrada Gratuita
Classificação etária: Livre
Capacidade: 410 Lugares
Duração: 60 minutos

terça-feira, 29 de julho de 2014

Danças Africanas - Moçambique - Mapiko


A Série de postagens sobre Danças Africanas dos países que falam a língua portuguesa continua a todo vapor e hoje vamos mostrar mais uma parte dessa fantástica cultura dançante de um dos países africanos mais badalados de todos culturalmente falando. Moçambique é um lugar da áfrica bastante alegre e de cultura riquíssima. Vamos então falar sobre a dança Mapiko. Quem quiser acompanhar a série toda basta visitar-nos no link: Série - Danças Africanas

Sigam o Mundo da Dança no Twitter: @mundo_danca


MAPIKO ( tradição Makonde) – PROVÍNCIA DE CABO DELGADO

Na dança MAPIKO são usadas mascaras que dividem-se em dois tipos: FACIAL(só cobre o rosto) ou CAPACETE (que cobre toda a cabeça). As variedades existentes dentro de cada tipo de máscara, que é feita de madeira, realça o fato dessas mascaras estarem intimamente ligadas a dança MAPIKO. Que tem um significado religioso e cerimonial ligado ao ritual de iniciação masculina.

O conjunto máscara e dança , formam uma coreografia, muito ritmica e cadenciada transmitida pelo dançarino que se apresenta vestido com trajes convincentes coberto de objetos sonoros (chocalhos). Sendo acompanhado por vários percursionistas, criadores dos seus próprios tambores que são feitos de madeira e cobertos de pele de animal.

E que posteriormente afinados pelo calor do fogo, produzindo sons médio-agudos. Esta dança tem como pano de fundo um grupo de cantores (homens e mulheres). É de realçar que a dança MAPIKO é sem margem de dúvida, uma junção de musica, dança, escultura e teatro. Que vai representando gradualmente o imaginário relativo à existência do mundo sobrenatural e à convicção na ligação lógica entre o dançarino principal e as suas crenças.

A dança MAPIKO dá aos artistas MAKONDES a capacidade e o poder de recriar na arte os diferentes modos de estar na vida espiritual, usando a força da sua história e do seu cotidiano, transmitindo em cada dança as suas convicções. Posso afirmar por experiência própria que o Povo MAKONDE e a dança MAPIKO são muito especiais e inéditos.

Fonte: Moçambique Tradicional

"Katana" tem curta temporada gratuita na Arena Dicró


Espetáculo de dança contemporânea da coreógrafa Alice Ripoll e da Cia R.E.C tem referências de quadrinhos, games e animes

O espetáculo de dança "Katana", de Alice Ripoll, expressa paranoia, sensualidade, controle da mente, ansiedade e cumplicidade. Tudo por meio da força do movimento de apenas cinco bailarinos e da criatividade da coreografia. A montagem tem apresentações gratuitas nos dias 2, 3, 9 e 10 de agosto, às 16h, na Arena Carioca Dicró.


Sigam o Mundo da Dança no Twitter: @mundo_danca


Durante a apresentação, os bailarinos apresentam coreografias em grupo, duos e solos. Nas cenas em grupo é explorada uma movimentação inspirada em lutas, games e quadrinhos, transitando entre a ironia e o lirismo. Já nas individuais, a coreografia ajuda a construir personagens, ora caricaturais como os super-heróis, ora extremamente reais, com fragilidades e sutilezas.

Encenado pela Cia. R.E.C. (Reação em Cadeia), o espetáculo aborda o universo de heróis. As referencias vão desde o universo ficcional, passando por animes, quadrinhos e games; chegando ao real, com os personagens de carne e osso que inspiram o grupo de dança.

Criado em co-produção com o Festival Panorama 2012, Katana foi apresentado nos Teatros Cacilda Becker e Galpão Gamboa (RJ) em 2013. Trata-se do segundo espetáculo da Cia R.E.C., criada em 2009 e que conta com a diretora Alice Ripoll e cinco bailarinos, que se conheceram através de aulas de dança na ONG PróSaber. Após a saída da ONG, se firmou como uma companhia independente, com a criação do espetáculo Cornaca, que também estreou no Festival Panorama, e foi contemplado por editais de circulação da cidade e do estado do Rio de Janeiro (F.A.D.A e Circuito das Artas).

Ficha Técnica:

Direção: Alice Ripoll
Criação e interpretação: Alan Ferreira, Alex Tavares, Erick Nery, Leandro Coala, Liuz LA
Assistência de direção: Anita Tandeta
Produção de circulação: Trio Carioca
Desenho de Luz: Leandro Barreto
Direção musical: Rodrigo Marçal
Consultoria de figurino: Paula Ströher
Apoios: Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, Associação Cultural Roda Viva, Rafael Machado Fisioterapia.

Serviço: 

Data: 2 (sábado), 3 (domingo), 9 (sábado) e 10 (domingo) de agosto
Horário: 16h
Local: Arena Carioca Dicró - Carlos Roberto de Oliveira
Endereço: Parque Ari Barroso, Penha (entrada pela rua Flora Lobo)
Telefone: (21) 3486-7643
Entrada Gratuita
Classificação etária: Livre

Informações para a imprensa:
RPM Comunicação
Érica Avelar - erica@rpmcom.com.br - (21) 3478-7437 / 98272-2337
Marina Avellar - marina@rpmcom.com.br - (21) 3478-7414/ 98272-2335
Júlia Ferreira - juliaferreira@rpmcom.com.br - (21) 3478-7420/ 98272-234


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dança Burlesca - Sua História


A apresentação burlesca ou a arte do burlesco se refere a um tipo de apresentação teatral que consiste em uma paródia ou sátira (que muitas vezes implica uma apresentação de striptease e às vezes lembra a chanchada). Alguns autores definem o teatro burlesco como descendente direto da Commedia dell'arte, "farsa" ou "burla" para uma paródia ou comédia de costumes aparece aproximadamente ao mesmo tempo em que surge a primeira aparição da Commedia dell'arte. Burlesco faz parte da categoria estética grotesca, sendo uma representação teatral ou dança. Representação de caráter exagerado, parodiando temas dramáticos com alto teor farsesco, esta forma cômica trata de personagens extravagantes e bufonas. Autores que discorrem sobre o grotesco, citam o burlesco como variante ligada a encenação. Procurar Mickhail Bakhtin, Wolfang Kayser, Muniz Sodré, Raquel Paiva, Patrice Pavis.

O Burlesco é uma arte performativa que remonta a 1600 e que pode misturar vários tipos de disciplinas (teatro, circo, ballet, pantomina, entre outros) . É um descendente da Commedia dell'arte, tendo por isso uma grande componente de comicidade. O renascimento do Burlesco na década de 80, com performers como a Dita Von Teese a trazerem o Burlesco para um circuito mais mainstream (o que não tinha acontecido até então), adicionam ainda mais variedade à disciplina, gerando um movimento - Neo Burlesque, com números muito mais risqué, como os da performer Empress Stah. Passamos agora por um momento único na história do Burlesco, com o nascimento do Boylesque - performers masculinos de Burlesco.

Sigam o Mundo da Dança no Twitter: @mundo_danca


Ao contrário do que se pode pensar, o Burlesco não se trata de um grupo de strippers que se apresentam num palco, muito pelo contrário.

O Burlesco é um directo descendente da chamada Commedia dell'arte, uma forma de teatro de improviso que se realizava em Itália, muito popular entre os séculos XV e XVII. Eram pequenas companhias compostas no máximo por 10 elementos que viviam das contribuições populares aquando das suas performances ao ar livre.Versavam temas convencionais da época como o ciúme, o adultério, os afectos e mesmo alguns peças de comédias romanas e gregas perdidas no tempo. Muitas dessas peças romanas e gregas tinham personagens que satirizavam escândalos locais, eventos da altura, gostos regionais, piadas variadas de caríz cultural, etc. Ainda hoje conseguimos identificar muitas dessas personagens que se foram afirmando na Commedia dell'arte, como o Arlequim, a Colombina, o Brighella, entre outros.

(...)Sendo Commedia dell'arte uma das fontes principais de muitas das artes perfomativas modernas ( ballet, marionetas, stand-up comedy, sátira, pantomina, striptease, dança erótica, entre muitas outras) naturalmente ela acabou por ter expressão num país recente como os Estados Unidos da América.

O Burlesco surge assim no século XIX nos chamados Music Hall dos EUA e do Canadá, sendo estes espaços um conceito inglês, onde em resultado da urbanização e da industrialização, se criou uma espécie de teatro britânico de entretenimento popular composto essencialmente por música, comédia e performances especiais (muitas vindas do circo, como trapesistas, ventríloquos, comedores de fogo, marionetistas, entre muitos outros). Esses espaços surgiam como contraposição à ‘ordem dos teatros tradicionais’, sendo que nos ‘Music Hall’ se podia consumir álcool, estar em pé, sentarem-se em mesas, muito mais próximo da cultura popular da época e consequentemente menos elitista.

Estes espaços foram muito populares entre 1850 e 1960 em Inglaterra, E.U.A. e Canadá. Após a IIª Guerra Mundial entram em declínio com a afirmação da televisão nas práticas culturais e com uma nova linguagem musical radicalmente diferente que surgia e encontra outros espaços para se afirmar: o rock’n’roll. No entanto, deixou um legado muito relevante na produção artística, desde a música ao teatro, sendo que o seu apogeu é considerado no período entre as duas Grande Guerras.

Ao Burlesco (que era essencialmente composto pela sátira, performances e espectáculo de adultos), nos E.U.A. e Canadá, junta-se uma linguagem especifica, mas mais alargada, o Vaudeville (termo que foi adulterado do francês, “voix de ville”, a voz da cidade), que era uma forma de arte que se afirmou essencialmente desde o inicio de 1800 até 1930 e foi buscar as suas origens aos espectáculos que se reealizavam nos saloons, freak shows e nos chamados Dime Museums (instituições criadas para o entretenimento e educação moral das classes pobres norte-americanas), bem como à literatura burlesca. O Vaudeville foi um das formas de arte mais populares nos E.U.A. nos fins do século XIX. Todos os dias nos já referidos Music Hall eram apresentados uma série de performances sem qualquer relação entre eles, desde músicos (clássicos e populares), dançarinas, comediantes, animais amestrados, mágicos, imitadores, acrobatas, pequenas peças de teatro e inclusive a dada altura, pequenos filmes.

O Burlesco trata-se assim de uma rica forma de arte musical e cómica nos Estados Unidos da América que remonta aos anos de 1830/40 e que se foi redefinindo ao longo de décadas até essencialmente 1960. No seu inicio, no século XIX, o Burlesco teve um papel fundamental na mudança de costumes, principalmente na visão sexual da mulher. Pela primeira vez a mulher norte-americana podia mostrar o seu corpo, facto esse que iria marcar decisivamente toda a cultura popular associada ao género feminino, e posteriormente desenvolvida pelas chamadas Indústrias Culturais. Expressava igualmente o confronto entre a cultura aristocrata da época Victoriana e a nova cultura operária que surgia em massa.

Assim, no século XIX o termo burlesco era ainda usado para um conjunto de espectáculos cómicos, que pretendia satirizar o modo de vida das elites sócio-económicas dos E.U.A. e da Inglaterra. O seu sucesso junto das classes mais desfavorecidas e da classe média em muito deve a essa linguagem de crítica social em forma de comédia. A história mostra claramento isso quando olhamos para os enormes sucessos no século XIX das peças de burlesco produzidas e protagonizadas por actores da época como William Mitchell, John Brougham e Laura Keene.O declínio do Vaudeville e do Burlesco inicia-se com a afirmação do cinema no inicio do século XX e com a utilização daqueles espaços populares usualmente utilizados por esses espectáculos, para a apresentação de películas cinematográficas. A competição com os preços baixos do cinema e o cariz claramente popular do mesmo deixavam pouca margem de manobra para uma expressão artística que se tinha afirmado no século anterior. A redução dos grandes circuitos que tinham sido construídos no século XIX para a apresentação destas novas expressões de arte popular contribuíram para uma lenta decadência dessas mesmas expressões artísticas. O seu fim acelarou-se no período pós IIª Guerra Mundial, com o surgimento da televisão, redefinindo por completo as práticas culturais dos ingleses, norte-americanos e canadianos.

O Vaudeville e o Burlesco acabaram por fazer a sua migração para outras plataformas de exposição pública, como a rádio e a televisão, sendo que muitos dos programas da televisão devem a este conceito o seu sucesso, como foi o caso nos E.U.A. do The Ed Sullivan Show. Hoje assiste-se a um revivalismo do Burlesco e do Vaudeville, que se iniciou nos anos 90 com alguns grupos interessados em renovar e revitalizar esta expressão de arte, essencialmente em Nova York e em Los Angels. Essas iniciativas nos anos 90 de rivivalismo permitiram inspirar toda uma nova geração de performers nos E.U.A. e no Canadá, constituindo-se hoje como uma verdadeira expressão de cultural popular, à semelhança da sua origem. Hoje o novo Burlesco é composto por muitas artes perfomantivas, inter-disciplinares, incluindo desde o striptease (de uma forma muito mais sensual e menos sexual que no seu inicio), adereços vistosos, humor negro, cabaret, magia, entre muitas outras expressões de arte perfomativa.

Nova York, Los Angels e São Francisco são hoje das cidades que mais contributo estão a dar ao revivalismo deste conceito, sendo a primeira cidade aquela que mais contribuí para isso, com a sua vida nocturna e os seus equipamentos de entretenimento e culturais.É neste contexto que surgem novas propostas artísticas, espectáculos e festivais de Burlesco, como o Tease-O-Rama, New York Burlesque Festival, The Great Boston Burlesque Exposition, Lucent Dossier Vaudeville Cirque, Yard Dogs Road Show, Miss Exotic World Pageant, etc. Inclusive, esta centenária linguagem artística que hoje se renova, encontra expressão mundial plataformas, como a utilização de todo o conceito do Burlesco no teledisco da banda norte-americana Panic! at The Disco, onde participaram os Lucent Dossier Vaudeville Cirque."

Fonte: Wikipédia - A enciclopédia livre